13 de Março de 2016

Eu sou FEMINISTA?



Gente,

Super agradeço as mensagens que recebi pelo dia internacional da mulher. Realmente, foram muito tocantes. Ainda hoje lembrei de quando ganhei o livro Cocégas (Ingrid Guimarães e Heloísa Périssé) de meu amigo Igor. Era o dia 8 de março de algum ano, não me lembro, e a mensagem dizia: Pela amizade, pelas cócegas, pelo acerto, pelos novos projetos, por mulheres falando de mulheres de mulheres, pela graça, pela inspiração, por vontade, por amor, por acreditar, por um monte de coisas ditas e não ditas, pelo dia internacional da mulher, por nós… por tudo… seje e teje sempre feliz!”. Por tudo isso, vale, sim, comemorar esse dia. Por todos telefonemas, por todos os abraços, por todos os scraps… pelas demonstrações de carinho, vale, sim. Mas não só por isso. Sou MULHER, né? E cada dia me descubro mais. Cada dia consigo compreender o babado que é ser essa bicha, essa louca, essa fera, essa frágil, essa forte, tudo ao mesmo tempo agora.

Durante muito tempo me neguei o título de feminista. Sempre detestei os rótulos. Pra quê, né? Eu dizia “Não sou feminista, sou feminina”. Por que isso? Porque sempre quis SER muitas coisas. Mas com o tempo, pude perceber que alguns rótulos são necessários, sim. E ser feminista faz parte do meu processo de empoderamento. Tem gente que diz ‘ Ah, feminista não gosta de homem, feminista se veste como homem, feminista quer ser melhor do homem, blá, blá…”. Aí eu fui ler, fui ver, fui investigar e percebi que EU SOU SIM, FEMINISTA. E isso não tem nada a ver com essas bestagens que falam. EU SOU FEMINISTA E GOSTO DE HOMEM (E poderia não gostar, qual é o problema?) SOU FEMINISTA E NÃO ME VISTO COMO HOMEM (E poderia, qual é o problema?), SOU FEMINISTA E NÃO QUERO SER MELHOR DO QUE HOMEM (Não, não queremos), porque FEMINISTA QUER APENAS TER O DIREITO DE SER O QUE É, SEM QUE A JULGUE, SEM QUE A DIMINUA, SEM QUE A MENOSPREZE. Ou seja, QUER APENAS DIREITOS IGUAIS. Aí vão falr: Então paguem a conta. Por que não? Sempre pagamos. A gente sempre teve uma conta pra pagar.

feminista

Aí tem gente que nivela por baixo, com discurso raso, tentando diminuir o babado, falando tudo aquilo que falei lá em cima e que, infelizmente, muitas pessoas acreditam e propagam. Mas acredito que tudo faz parte de um processo educativo.

É difícil, sim, ser mulher, é difíicl menstruar, ter TPM, usar sutiã, ter que bancar a difícil porque homem não gosta de mulher (my ass), ter que ficar esperando, porque homem não gosta de mulher que toma a iniciativa (my ass again), ter que parir, porque homem não tem útero, ter que se depilar, porque os padrões nos retiraram os pêlos… tantas coisas, tantas questões… Temos que comemorar, sim. Muito. Sempre. Todos os dias. Mas, ao mesmo tempo, precisamos compreender que 8 de MARÇO também é (principalmente) dia de luta. E que essa luta não é só nesse dia. É uma luta, a meu ver, eterna. Mas estamos aí. E é exatamente essa disposição que assusta. É o que temos. Aceita que dói menos.

Um amigo disse a seguinte pérola num desses 8: “É, hoje é o dia da mulher… Sabe por que não tem o dia dos homens? Porque somos soberanos. Comeramos todos os dias”. É?! Então tá, carniça. Não é bem isso, não. Algumas datas “comemorativas” surgiram como necessidade de reflexão sobre as minorias. Para refletir sobre as mulheres, sobre os negros, sobre os gays… dia de olhar com mais atenção. Estamos atentas.

É, eu mudei muito. Se forem ler posts antigos (que não vou apagar), vão compreender o quanto mudei. Mas é isso. “Quem fica parado é poste”. I’m sorry.

É isso. Simbora !!! #Vraaaaaaa

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