19 de dezembro de 2014

Reality bostassssss



Eu gosto, sim, de reality shows. Já gostei mais. E desisti de alguns. Mas gosto.

realitytv1

Lá atrás, já curti muito o “Big Brother Brasil” e o “Fama”. Na época em que tudo era novidade e as pessoas eram mais interessantes. Agora é todo mundo parecido e todo mundo correndo atrás da fama. Big Brother há muito tempo virou uma Big Bosta.

O “Fama”, programa de disputa musical, onde os candidatos eram altamente preparados, treinados e instigados, ficou lá atrás e quase ninguém que passou por ele vingou. Com exceção de Thiaguinho, que é, sem duvida, o mais bem sucedido; de Adelmo Casé e de Marina Elali, que ficaram bem concentrados em suas regiões e de Dan, que vez por outra, emplaca alguma musica na novela, luru… Poderia ter durado mais, mas enfim…

Há pouco tempo conheci o “The Voice” e o “Are You The One?”. E dos dois o único que continuo curtindo é o “Are You The One?”, um programa da MTV, onde 10 homens e 10 mulheres, “presos” numa casa, em algum lugar paradisíaco, precisam usar a cabeça para descobrirem o seu par ideal. Se todos conseguirem, ganham o prêmio de 1.000.000,00 (Hum milhão de dólares) a ser dividido por todos, o que resulta em 50.000 (cinquenta mil dólares) para cada, além da possibilidade de conhecerem o amor de sua vida.

A primeira versão do “The Voice” foi massa ou a gente gostou pela novidade. O fato é que achei os candidatos bons e os técnicos razoáveis. Não dá para julgar melhor os técnicos, já que temos Claudia Leitte e Daniel como técnicos, né? Carlinhos Brown, apesar de falar muita bobagem e de se propor a virar o pateta do grupo, na primeira edição, era junto com Lulu Santos, os melhores. Tanto que Elen Oléria, a ganhadora, era de seu time. Era emoção a cada programa, a cada votação, a cada classificação e eliminação. E Ellen foi, sem duvida foi A VOZ de TODOS os THE VOICES. A segunda temporada foi patética e deu a Sam  (quem?) o título. Mas, agora, a terceira edição conseguiu ser pior. Os finalistas são podres. O único que presta é Lui Medeiros, que canta muito bem, mas OK. Nada demais. Tem outro ponto que faz o programa descer a ladeira. Para que tanta gente cantando inglês? O nome não é THE VOICE BRASIL? Socorro!!! Em suma, o programa é medíocre, as análises dos técnicos são rasteiras e o resultados são constrangedores.

Pensa que acabou? Nãaaaaaaaaaaao. Vamos falar da aberração das aberrações? O programa “Esse Artista Sou Eu?”, exibido pelo SBT, onde sete artistas tem o desafio de imitar outros artistas, vivos ou não é disparado o pior de todos. A ideia é interessante, mas a execução, misericórdia.  Para mim, o problema é a direção. É deprimente. Sem falar no protecionismo  descarado em cima de Vanessa Jackson, que é claramente ajudada pelo programa, pois as suas interpretações são todas próximas de sua chave. Quem já ouviu Vanessa sabe que ela tem uma pegada próxima de Michael Jackson, Whitney Houston, Elza Soares, Aretha Franklin… Todos perfeitamente imitados por ela, enquanto os outros artistas precisam se desdobrar em imitações surreais. Exemplo é Marcelo Augusto imitar Mamonas Assassinas, Christian Chaves imitar Thalia, Rosemary imitar Valesca Pouposuda. Por que desafio para uns e não para a OUTRA? Ok, se todos fossem desafiados nesse mesmo modelo, mas não é o caso. Isso sem falar daqueles jurados que há muito deveriam estar aposentados, pois podem entender de “idolos”, “pop stars”, sei lá, e outras merdas, mas de imitações… SOCORRO !!! Prova disso é que no ultimo programa cabia a Vanessa imitar Lara Fabian cantando aquela musiquinha que serviu de fundo para Carolina Dieckman, como Camila, raspar os cabelos em Laços de Família, novela de Manoel Carlos.  A cena foi Vanessa no palco de peruca loura a “la Fabian” e uma imagem no vídeo dela raspando os cabelos e chorando numa imitação à cena de Carolina. Nada contra Vanessa, pelo contrário, ela é a melhor cantora ali. E emocionou mesmo. Mas o desafio dela era imitar Lara Fabian e não Carolina. Foi apelativo, sim. E os jurados poderiam, sim, ter dado esse toque, apesar de toda emoção. Mas eles prefeririam cair na armadilha, típica de programa sensacionalista e dar as melhores notas para ela. Volto a repetir, Vanessa tem a melhor voz. Inclusive, foi a primeira vencedora do “Fama”. Mas atualmente, teoricamente, programa de voz é o “The Voice”. Ou seja, está tudo trocado. Romero, do The Bost, aquela imitação barata de Thiaguinho e/ou Alexandre Pires, deveria trocar de lugar com Vanessa. Decididamente, quando assisto “Esse Artista Sou Eu?” é o vídeo colocado no facebook, e só para ver a performance de Marcelo Augusto, a quem eu muito respeito. De resto, é só ladeira abaixo e pagação de mico.

Com exceção de “Are You The One”, que acabou sua segunda temporada na semana passada e que em breve terá sua versão brasileira, não perco mais meu tempo com esses programas. Aliás, uso o “The Voice” como desculpa para encontrar meus amigos às quintas, quando  comemos, tomamos vinho e esperamos “Amor & Sexo”, o melhor programa da TV aberta na atualidade.

Olha só: Não sou crítica de TV, mas sou publico e, como tal, eu falo merrrrrrrrrrrrrmo.

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