I am Patrícia <3

Olá !!!

Sou atriz, produtora, blogueira, apaixonada por teatro, música, livros… e estilo também. Adoro ler blogs, assistir canais… A internet é vício !!!

Como toda canceriana, sou cheia de sonhos, até de, quem sabe um dia, chegar à lua. Pelo menos, já cheguei em Honolulu, em Hawaii, onde tenho encarado o desafio de finalmente aprender inglês. Já fiz vários cursos no Brasil, mas só quando cheguei aqui, entendi que o babado é forte !!! Como dizia aquela cantora da década de 80, Kátia “Não está sendo fácil”. Mas quem “diz que” viver é fácil, né? Topei o desafio !!! #SouDessas

Ah !!! Sou formada em em Artes Cênicas, pela Universidade Federal da Bahia. Isso significa que  o que falai acima sobre minha paixão pelo teatro é a mais pura verdade. Amo, idolatro, respiro, não vivo sem. Assim como escrever. Adoooooooooooro !!!

Bom, fique a vontade !!! MEU BLOG, SEU BLOG !!! 

PatriciaRammos039

Foto de Ricardo Konká

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3 Comentários sobre: “I am Patrícia <3
  1. Carioca

    Oi Patricia,
    Acabei de ver um video teu no youtube que me mandou um amigo teu aí de Salvador.
    De inicio, gostaria de te dizer que acho o máximo voce abrir esse canal tao humano e tao verdadeiro que fala, sem eira nem beira, do racismo (não só) do Brasil.
    Sou carioca, uma cidade que também tem uma alta populacão negra e creio que do mesmo modo que em Salvador, a nossa situação seja a mesma.
    Bom, eu venho de um tempo em que eu, na maioria das vezes, sempre era o único negro (tirando a minha família por parte de pai, já que minha mãe era branca. Na escola, curso de idiomas, faculdade, praia, festinhas da juventude, shows, clubes, restaurantes, bartinhos, amizades, casa de veraneio, passeios, vigens etc. Isso dado ao fato de nós em casa termos uma situação econômica que me permitia viver uma vida, que devido à má distribuição de renda no Braisl, era praticamente somente vivida por pessoas brancas. na verdade sempre fui o “exótico”, o “diferente”, o “diverso”.
    A impressão que eu tinha era de ser tolerado (no sentido pernicioso desse termo) por ser o único.
    É claro que eu sentia os olhares de algumas pessoas quase que perguntando, “o que esse neguinho tá fazendo aqui”, porém sem terem a coragem de desmonstar de maneira mais aberta.
    Creio também que uma das coisas que sempre ajudou o meu bem viver foi sempre ter um comportamento adequado às situações nas quais passava.
    Os anos se passaram e, aos 27 anos sai do Brasil e vim para a Euroopa, onde vivo desdo então. Tem sido uma experiência maravilhosa, pois sinto aqui uma diferença de tratamento em relação ao tratamento que vive no Brasil (mesmo não tendo passado por muitos momentos indelicados no Rio).
    Aqui eu continuo sendo o “diferente”, o “exótico”, o “diverso”, porém as pessoas se interessam por saber como chegue aqui e como fiz para atingir algumas metas de minha vida, vindo de onde venho e sendo como sou, pois pareço ser uma “excessão da regra”.
    Vivo num país que não foi escravocrata, porém causou a 2a. guerra mundial, porém baseado em princípios racistas.
    A abordagem que dão ao tema racista é diferenciada da dada no Brasil, pois aqui os movimentos anti-racistas são, na sua maioria, encabeças por pessoas brancas que são contra o racismo.
    Só posso te falar que é uma expressão única o que passo no meu dia-a-dia.
    Se há alguns momentos de tensão? Sim, porém caso haja um tratamento emosprezante de alguém você relamente tem como recorrer à justiça. Não vou esconder que as autridades às vezes se sentem quase que perdidas nesse turbilhão de diversidades. Porém sinto a boa intensão de muitos tentando resolver de uma maneira humana as dificuldades que muitos passam.
    Só postei esse comentário, pois achei teu trabalho, dio, tua luta, louvável de consideração, pois você toca numa ferida aberta na nossa sociedade brasileira que muitos se negam a tratar.
    Caso vc queira me contatar, vc tem acesso a meu e-mail; faça isso e me permita compartilhar com vc a tua luta e, quem sabe, poder contribuir de alguma maneira.
    Um abraço grande
    Carioca

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    1. Patricia Rammos

      Que lindo ler isso! Fiquei arrepiada! Muito, muito, muito, muito obrigada!
      Desculpa a demora! Estava de mudança e tive que adiar muitas coisas. Uma delas foi esse contato bom!
      Mas acho, inclusive, que li no momento certo!
      Muito feliz de cá, viu?
      É exatamente isso. O nosso País é super atrasado em muitos aspectos, é racista e não assume… Muito por conta do contato superficial com sua HISTÓRIA. Os Alemãs reconhecem suas dores e jamais passariam por cima das dores alheias, por exemplo. Porque estudaram e fazem questão de revisitar o que foram na construção de quem são. No nosso País, além de não existir o reconhecimento, as pessoas questionam as dores dos coleguinhas por ignorância e crueldade mesmo. Triste. Mas a gente segue e resiste.
      Aprendi muitas coisas morando fora tb. O que me fortaleceu, inclusive, para querer ajudar o nosso País.
      Muito bom te ler, viu?
      Outro abraço grande e até mais !!! <3

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