Tag: racismo

Vamos falar de “As Cores do Amor” de Camila Moreira?

Categoria(s): | Publicado em: 21 de outubro de 2017

Amor tem cor? Amor tem valor? 

Oi, minha gente! Tuuuuuuru bom?

 

Quais são “AS CORES DO AMOR”, hein?

Estava morrendo de saudade das resenhas escritas! Pensei: “VAMOS VOLTAR?”, decidi “VAMOS, SIM”. E vamos em grande estilo. Vamos de assunto babado.

Que tal falarmos sobre Camila Moreira? Ela é uma das autores de livros eróticos mais lidas desse Brasil de Meu Deus na atualidade. Ela é a “mãe” dos sucessos “AMOR NÃO TEM LEIS” e “O JULGAMENTO FINAL”, “8 SEGUNDOS” e  “MINHA MELODIA”, dentre outros sucessos.

Que tal falarmos agora sobre AS CORES DO AMOR? Quais são “AS CORES DO AMOR”?  Amor tem cor? São tantas as questões. E, infelizmente, para alguns TEM. Seria tão bom se a gente pudesse viver num mundo em que não precisasse falar sobre isso, né? Mas precisa, viu? E muito. Mas sobre esse assunto tem vídeo. Convido vocês a assistirem o vídeo abaixo depois, com calma. Agora nós vamos falar sobre livros.

 

 

Deixemos de papo e vamos ao que interessa : RESENHA !!!

Hoje vamos de “AS CORES DO AMOR”, o tão aguardado spin-off de “8 SEGUNDOS”, onde conhecemos história “caliente” de Petras e Lucas. Aqui, conheceremos a continuação do babado romântico entre Henrique Moltovani e Silvia, que já teve uma insinuação no livro anterior.

Primeiramente… Vamos a sinopse.

 

as cores do amor

 

“O que define uma pessoa? O dinheiro? O sobrenome? A cor da pele? Filho único de um barão da soja, Henrique Montolvani foi criado para assumir o lugar do pai e se tornar um dos homens mais poderosos da região. No entanto, o jovem se tornou um cafajeste aos olhos das mulheres, um cara egocêntrico segundo os amigos e um projeto que deu errado na concepção do pai. Quando o destino coloca Sílvia em seu caminho, uma jovem decidida e cheia de personalidade, Henrique reavaliará todas as suas escolhas. O amor que ele sente por Sílvia o fará enfrentar o pai e transformará sua vida de uma maneira que ele nunca pensou que fosse possível. Um sentimento capaz de provar que nada pode definir uma pessoa, a não ser o que ela traz no coração.”

LIVRO: As Cores do Amor
AUTORA: Camila Moreira
EDITORA: Paralela
PÁGINAS: 320
ANO: 2017

 

 

 


Vamos resenhar?

 

Filho do poderoso Barão da Soja, Henrique foi criado por um pai déspota, intransigente, preconceituoso e extremamente racista. Desde pequeno Henrique percebeu que nunca poderia ser o filho perfeito que o pai queria, mesmo que tentasse. Após a morte de sua mãe, percebeu que era o momento de seguir o seu próprio caminho e resolveu ir para a cidade estudar. Ainda assim, só pode optar estudar Administração, um dos cursos que o pai exigiu, já que ele seria o seu único herdeiro e teria que administrar a fazenda.

Anos depois, por conta do pai estar doente, ele teve que voltar para ficar perto dele. Nessa volta, Henrique, mesmo que de brincadeira, fez parte de um triângulo amoroso com Petra e Lucas, em “8 SEGUNDOS”. Após o casal protagonista, finalmente, se acertar, ele conhece a poderosa e apaixonante Silvia, melhor amiga de Pietra, na festa de casamento deles. Ali mesmo ele sentiu uma forte conexão e percebeu que ela seria responsável por alguma mudança em sua vida.

(mais…)


NO SEU PESCOÇO | Chimamanda Ngozi Adichie

Categoria(s): | Publicado em: 14 de outubro de 2017

📍ALERTA SORTEIO DE LIVRO 📍

 

chimamanda ngozi adichie

 

 

 

“No seu pescoço contém todos os elementos que fazem da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie uma das principais escritoras contemporâneas. Nos doze contos que compõem o volume, encontramos a sensibilidade da autora voltada para a temática da imigração, da desigualdade racial, dos conflitos religiosos e das relações familiares. Combinando técnicas da narrativa convencional com experimentalismo, como no conto que dá nome ao livro — escrito em segunda pessoa —, Adichie parte da perspectiva do indivíduo para atingir o universal que há em cada um de nós e, com isso, proporciona a seus leitores a experiência da empatia, bem escassa em nossos tempos.”

 

 

 

“NO SEU PESCOÇO”  é dos novos livros da escritora Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Ela é conhecida pelos livros “MEIO SOL AMARELO”, “HIBISCO ROXO”, “AMERICANAH“… Inclusive esse último é o meu xodó. Quando estava vindo para os Estados Unidos, comprei esse e de pronto me identifiquei. Conta a experiência do negro não americano nos Estados Unidos. Ifemelu é uma estudante nigeriana (qualquer semelhança com a autora não é mera coincidência, contém alguns elementos autobiográficos), que parte para os Estados Unidos, em busca de estudos, já que a Universidade na Nigéria, só vive em greve. Chegando em terras americanas, elas se depara com os problemas inerentes a todos os negros não americanos. É muito bom! Prepare o lencinho que a emoção é forte.

           

 

Agora, começando a leitura de mais um livro de Chimamanda. Dessa vez vou de “NO SEU PESCOÇO”. Se você estiver a fim de ler e/ou gostaria de compartilhar sua experiência comigo, vou mandar esse livro para sua casa. Basta se ligar no REGULAMENTO e BOA SORTE!

REGULAMENTO “NO SEU PESCOÇO” de Chimamanda Ngozi Adichie

 

📌Tem que seguir o INSTAGRAM @patriciarammos, curtir na foto do livro lá e comentar também na foto a frase “NO SEU PESCOÇO” 
📌Tem que comentar no vídeo “ROMANCES COM PRETAS/PRETOS PROTAGONISTAS” abaixo qual é o nome das 4 autoras citadas no vídeo. 

 

         


📌Sorteio dia 29 de Outubro de 2017.
📌 Válido somente para quem mora no Brasil.
📌Resultado em todas as minhas redes sociais.

Muito simples, né, minha gente?

Mais um pouquinho sobre a PROMOÇÃO “NO SEU PESCOÇO”

         

Agora é com vocês !!!

 

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Protagonistas NEGRAS e NEGROS nos romances

Categoria(s): | Publicado em: 1 de outubro de 2017

#PatyIndica | 5 livros sobre Negras e/ou Negros

 

Nós, NEGRAS e NEGROS já nos cansamos de ser invisíveis. E olha que nem é queixa. É fato. Somos a maioria da população do Brasil e parece que não fazemos parte das fantasias dos leitores. Ou melhor, não fazíamos. Porque cada vez mais venho sentido um movimento contrário. Ainda é tímido, mas o que importa é sentir o movimento.

Como PRETA, NEGRA, CRESPA, da MELANINA ACENTUADA, da TINTA CALIBRADA quero e vou consumir os romances que me contemplam. Vamos equiparar esse baba? Vamos ESCURECER e fazer a festa? Tudo isso porque quero lançar a campanha : Vamos EMPRETECER os romances?

Negras e Negros

Negras e Negros

De onde vem essa falta

 

Durante muito tempo minha vida, aprendi que as histórias de amor mais bonitas foram protagonizadas por heroínas e heróis brancos. As Negras e negros faziam os coadjuvantes. De repente um melhor amigo, o escravo de confiança, o mordomo, a mucama, a ama de leite… E assim fui crescendo acreditando nessa cruel realidade.

Aos poucos, fui percebendo que essa era também mais uma cara do racismo. Não que as autoras fossem racistas. Nada disso. Mas elas também aprenderam que o que provocava comoção era a menina branquinha, pura e o empresário moreno, alto e bonitão.

Eu amo romances! Leio muitos! Li muitos! E das centenas dos que li, nem 10 foram protagonizados por “mocinhas e mocinhos” da minha paleta. Bem verdade, pouquíssimos, até como coadjuvantes. No mundo perfeito não existiam pessoas negras.

Está mudando

 

Mas graças a Deus, estamos reorganizando o sistema. A passos lentos, mas estamos. Inclusive, não estou aqui para cagar regras. As pessoas escrevem como quiser e criam seus personagens como quiser. Eu, inclusive, tenho espaço no meu blog e canal para todas elas. O único critério é a história ser boa. Também estou preferindo enaltecer e compartilhar as novas histórias que tenho e que me reconheço. Compartilhar as conquistas. E, quem sabe, algum dia, concluir a minha história, do meu jeito. Muito bom a se ver lá. Afinal, nós também amamos, sofremos desilusões, fazemos as pazes, conquistamos espaços, fazemos amor, constituímos família, somos bonitos, temos cabelos lindos, pele de seda… Temos SIM todos os pre requisitos para fazer parte das mais lindas imaginações dos leitores. E vamos. E estamos.

Negras e Negros

Please, volto a repetir, não quero dizer com esse post, que não lerei mais os romances com brancos. Nãaaaao. Não é nada disso. Mas acredito que eu preciso SIM consumir mais o que me contempla, compartilhar a nossa pluralidade, enaltecer as histórias dos das minha paleta. A gente quer e precisa se ver. E, de preferência, longe dos estereótipos. Porque PRETO PODE SER TUDO. É ok ser coadjuvante? Lógico que é. O que seria das histórias sem eles? Mas nós também podemos protagonizar o babado. Podemos fazer empregados? Podemos. Mas podemos TAMBÉM, queremos e merecemos SER advogados, juizes, médicos, professores, políticos, publicitários… A gente quer e precisa se ver.

Novembro já, já bate na porta e com ele o Black Friday. Eu declaro esse o dia oficial da compra de livros com PROTAGONISTAS NEGRAS e NEGROS. Peço ajuda para as indicações em minhas redes sociais e faço a festa. Quem quiser e puder, cole na corda.

Tem vídeo

 

Fiz questão de catalogar alguns e preciso compartilhar com vocês. São muitos. Mas vamos por partes. Primeiro esse vídeo com alguns protagonistas e suas histórias baphos. Depois, prometo jogar mais, muito mais. Vamos ter chuvas de Negras e Negros, Pretas e Pretos. Porque a gente já se cansou de se invisível e resolveu EMPRETECER tudo mesmo. E de CUM FORÇA.

Quem quiser, venha!  👸🏾 💙 🤴🏿

 

         

 

Quer mais protagonismo? Vai ter  SORTEIO de um livro bem legal !

 

         


Vítima de Racismo/Xenofobia aqui? | Tranças (Umectar e tirar)

Categoria(s): | Publicado em: 29 de janeiro de 2017

Ooooooi, minha gente !!!

A partir desse mês quero fazer vários vídeos combos. Tipo 2 em 1. Será o quadro BAPHO DA VEZ, onde sempre estarei conversando sobre os ultimos acontecimentos.

O primeiro é sobre um babado que aconteceu comigo aqui em Hawaii. Um assunto delicado e de necessário desabafo.

Além disso, peço licença para mostrar como umecto e tiro minhas tranças. É bem rápido. Meus cabelos naturais ficam sempre umectados e brilhantes com essa técnica. Quer ver?

BAPHO_DA-VEZ1

Já visitou meu INSTA hoje? Após o vídeo dê uma passada lá para me ver.

Obrigada, mahalo e até mais !!! <3


REPRESENTATIVIDADE : PAQUITA PRETA?

Categoria(s): | Publicado em: 20 de julho de 2016

“QUEM NUNCA QUIS SER PAQUITA?”

Essa é a frase que mais a gente ouve quando lembra das meninas vestidas de soldadinhos, que trabalhavam com a apresentadora Xuxa Meneghel, em seus programas, nas décadas de 80 e 90. Pois é. A de cá também teve esse sonho básico. Ridículo? Claro! Cafona? Também. Mas tive, sim. A de cá desejou, inclusive, ter nascido loira, só pela chance de ter vivido naquele mundo. Acontece que a de cá também nasceu com a paleta calibrada, os cabelos crespos e numa realidade completamente distante disso. Porém, nada disso, felizmente, me fez uma criança triste. Pelo contrário. Só me transformou numa adulta que cuida para que as crianças negras de agora cresçam com outras referências. As suas referências. Com pessoas que as representem e a façam se orgulhar de si mesmas.

PAQUITAS... Todas juntas!

o  PAQUITAS… Todas juntas! Loiras, loiras e mais loiras

Ontem, encontrei o vídeo Cores e Botas, sobre Joana, uma menina que sonhava ser Paquita. Um belo filme, que retrata bem o que tantas passaram e ainda passam, quando não se veem e querem se inserir num mundo que também não as enxergam.

 

Cores e Botas (Colors & Boots) from Preta Portê Filmes on Vimeo.

Na minha época, negros na TV, não passavam da cozinha ou pertenciam ao folclore brasileiro. Eram Tia Anastácia, Tio Barnabé e o Saci do Sítio do Pica Pau Amarelo, os escravos de A Escrava Isaura e poucos outros no mesmo seguimento. Apresentadoras infantis? A maioria era loira. A única morena era Mara Maravilha. Mas a “cachaça” de todo mundo mesmo era Xuxa. Ela, sim, povoava o imaginário infantil. Com suas frases de efeito, canções, nave espacial, botas, xuquinhas, especiais de fim de ano e um séquito que nos fazia acreditar que aquele era o mundo perfeito. Todo mundo queria pertencer aquele sonho, fazer parte daquilo tudo.

As meninas “sortudas” que trabalhava com ela, eram todas loiras. E, quando entravam morenas, em pouco tempo, tornavam-se loiras também. Negras?! Nunca vi. Soube até de uma que participou de um programa fora do Brasil, mas nunca foi devidamente oficializada.

Todas as gerações... As que não eram loiras naturais, ficavam

Todas as gerações… As que não eram loiras naturais, ficavam

Eu preferia ficar ali, fantasiando, colocando toalha na cabeça, fingindo ser meu cabelo, comprando botas, discos e brincando de copiar as coreografias, colecionando fotos, reportagens, indo a shows, querendo estar próxima, mesmo sem estar. Eu até ganhei 6 meses de assinatura da revista em quadrinhos da Xuxa, por ter desenhando vários modelos para ela, num concurso promovido pelas editoras Globo. Na verdade, ganhei uma raquete e me mandaram a assinatura. O bom é que nunca parei de viver, nem me achei um lixo por isso. O babado era que as minhas referências eram loiras, os meus exemplos tinham os olhos claros, os cabelos lisos, a pela clara… Eu queria ser, queria ter, mas nunca me revoltei com o que eu era. Não que o meu fosse inferior, era aquele que me era vendido como O PERFEITO. E quem não quer “a perfeição”?

Venderam discos, fizeram comerciais...

Venderam discos, fizeram comerciais…

Se engana quem pensa que vim aqui falar que tenho raiva de tudo isso. Pelo contrário. Guardo como lição. E, como já anunciei, faço questão de tentar construir um mundo com mais referências para as crianças negras que estão chegando. Quero que elas encontrem a representatividade que eu não tive. Que se vejam, que se enxerguem, que se orgulhem. Que não precisem mudar para se adaptar. Que tenham orgulho do seu crespo, de suas tranças, de seu tom de pele, da cor dos seus olhos… Que sejam o que são, com dignidade e propriedade. Eu sou quem eu sou, porque, felizmente, tive pais empoderados que, apesar de terem me apresentado ao mundo numa época em que os meus não eram tão meus, em que as referências eram distantes das minhas, nunca permitiram que eu deixasse de me orgulhar de mim. Me criaram para me achar. E eu me achei. Apesar da demora. Tive que entrar na Faculdade, tive que estar em contato com muitas Patrícias, para finalmente me encontrar. Acho que até hoje estou me encontrando. Mas já sei quem sou. Tenho orgulho da minha paleta e não gostaria de ter vindo a esta vida de nenhum jeito que não fosse o meu.

Esse empoderamento é um processo árduo. Hoje, existem outras “Xuxas”, outras fórmulas que querem afirmar que não pertencemos a este mundo, embora estejamos nele. Hoje podemos ver mais negros na TV, no cinema, na vida, porque fomos nos impondo, nos colocando, fazendo “na tora” com que nos enxergassem. Agora “quem é que quer ser Paquita?”. Em 2016 nós queremos e precisamos mais é ser nós mesmos. A gente não precisa pintar nossa pele, nosso cabelo, nem se esconder atrás de sonho de ninguém, nem não pouco acreditar em frases feitas e hipócritas. TUDO PODE SER MESMO, mas NÃO PRECISAMOS de ninguém de xuquinha pra nos avisar. A gente sabe. A gente quer. A gente precisa É SER quem a gente É. E a gente vai. Sem favor.

Super pronta !!!

PRONTA !!!

Hoje temos Taís Araújo, Lazaro Ramos, Sabrina de Paiva (Miss São Paulo), Cris Vianna, Sheron Menezes, Érica Janusa, Érico Brás, Luiz Miranda, Fabrício Boliveira, Barack e Michelle Obama, Rihanna, Beyoncé, as blogueiras Tati Sacramento, Gabi Oliveira, Aline Custódio… E, graças a Deus, tantos outros dispostos e aptos para darem um up nessa nova realidade. Somos muitos. Os desafios são muitos também. Mas nós estamos, nós sabemos, nós queremos e não aceitamos mais que nos coloquem num lugar que não seja o nosso. Não que ser empregado seja indigno, não que a escravidão não tenha feito parte de nossa história, mas nós já estamos em todos os lugares. Mesmo que muitos ainda lutem para que não. Nós estamos. E não vamos mais voltar.

Muitos pretos, todos pretos, atores, cantores, modelos, miss, escritores, presidentes, advogados, bloggers, humoristas… Em todos canto !!!! #Vraaaaa PORQUE REPRESENTATIVIDADE IMPORTA, PORQUE REPRESENTATIVIDADE É ISSO. E tem mais, muito mais !!! Venha de lá !!!

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