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NO SEU PESCOÇO | Chimamanda Ngozi Adichie

Categoria(s): | Publicado em: 14 de outubro de 2017

📍ALERTA SORTEIO DE LIVRO 📍

 

chimamanda ngozi adichie

 

 

 

“No seu pescoço contém todos os elementos que fazem da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie uma das principais escritoras contemporâneas. Nos doze contos que compõem o volume, encontramos a sensibilidade da autora voltada para a temática da imigração, da desigualdade racial, dos conflitos religiosos e das relações familiares. Combinando técnicas da narrativa convencional com experimentalismo, como no conto que dá nome ao livro — escrito em segunda pessoa —, Adichie parte da perspectiva do indivíduo para atingir o universal que há em cada um de nós e, com isso, proporciona a seus leitores a experiência da empatia, bem escassa em nossos tempos.”

 

 

 

“NO SEU PESCOÇO”  é dos novos livros da escritora Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Ela é conhecida pelos livros “MEIO SOL AMARELO”, “HIBISCO ROXO”, “AMERICANAH“… Inclusive esse último é o meu xodó. Quando estava vindo para os Estados Unidos, comprei esse e de pronto me identifiquei. Conta a experiência do negro não americano nos Estados Unidos. Ifemelu é uma estudante nigeriana (qualquer semelhança com a autora não é mera coincidência, contém alguns elementos autobiográficos), que parte para os Estados Unidos, em busca de estudos, já que a Universidade na Nigéria, só vive em greve. Chegando em terras americanas, elas se depara com os problemas inerentes a todos os negros não americanos. É muito bom! Prepare o lencinho que a emoção é forte.

           

 

Agora, começando a leitura de mais um livro de Chimamanda. Dessa vez vou de “NO SEU PESCOÇO”. Se você estiver a fim de ler e/ou gostaria de compartilhar sua experiência comigo, vou mandar esse livro para sua casa. Basta se ligar no REGULAMENTO e BOA SORTE!

REGULAMENTO “NO SEU PESCOÇO” de Chimamanda Ngozi Adichie

 

📌Tem que seguir o INSTAGRAM @patriciarammos, curtir na foto do livro lá e comentar também na foto a frase “NO SEU PESCOÇO” 
📌Tem que comentar no vídeo “ROMANCES COM PRETAS/PRETOS PROTAGONISTAS” abaixo qual é o nome das 4 autoras citadas no vídeo. 

 

         


📌Sorteio dia 29 de Outubro de 2017.
📌 Válido somente para quem mora no Brasil.
📌Resultado em todas as minhas redes sociais.

Muito simples, né, minha gente?

Mais um pouquinho sobre a PROMOÇÃO “NO SEU PESCOÇO”

         

Agora é com vocês !!!

 

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Ê vontade…

Categoria(s): | Publicado em: 15 de junho de 2017

 

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Hoje, eu amanheci cheia de vontades.

Vontade

de ser

de crescer

de viajar

pra um lugar diferente

Japão talvez

de aprender inglês (mais e finalmente)

de aprender japonês

de xingar

de não ter TPM

de conhecer outras pessoas

de Mike

de ter muuuuuuuuuuito dinheiro

de viver

de ser dona do meu passe

de ter a minha carta de alforria

de ser minha patroa

de não ter vontade

de ter vontade

de ser eu

e de não ser

se eu não quiser

ou quiser.

O bom é que vontade

dar e passa. 

Ah, um picolé de coco!

Um açaí com cupuaçu!

Um rolê na Time Square!

A nova biografia de Caetano!

Ê vontade!

E ficar nua na varanda?

Nadar nua na piscina do prédio?

Não ouvir tantas perguntas sobre surf?

Não ter que ouvir : “Tá nervosa?”

quando você está de TPM?

Vontade é bom!

Vontade passa!

Passou.

Mentira.

Voltou.

Tô com vontade de

acabar aqui esse texto.

Acabou.

Mentira.

Acabou.

Fim.

Mentira.

Ponto e vírgula.

Ponto.

Acabou.

É tetra.


Categoria(s): | Publicado em: 10 de janeiro de 2017

Oiiiiiii, minha gente !!!

O que vocês acham da gente começar o ano falando sobre EMPODERAMENTO?

Felizmente, estamos cercados de pessoas EMPODERADAS ou em processo. E que bom que em 2017 a gente pode tantas representatividades.

Chamei uma turma de amigos para falar sobre o seu processo. Orgulho de mais de tê-los nesse vídeo, me inspirando e inspirando tantos outros e outras.

Tem Tia Má, Tati Sacramento, Débora Santiago, Jhe Oliveira, Almiro Andrade e Mônica Santana nesse bonde. Quer ver? Venha !!!

HAPPY NEW YEAR !!! <3

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LIDANDO COM O RACISMO !!!

Categoria(s): | Publicado em: 22 de novembro de 2015

Oi, gente !!!

Esse assunto sempre foi delicado pra mim. Nunca gostei de falar, por vergonha, principalmente, do resultado. Mas percebi que não sou que tem que calar. O problema não ee meu. É dos racistas. Então eles que se calem !!! Eu vou falar é falar.

Fiz um vídeo. Quer ver? Venha !!!

        

 

 


EU SOU PRETA E DAÍ?

Categoria(s): | Publicado em: 4 de setembro de 2014

Não tenho nenhum problema com isso. Pelo contrário. Favor não economizar na tinta. SOU PRETA MESMO. Pretérrima, tiziu, quase azul e adooooooooooooooro !!! E me recuso em pleno 2014 ter que pedir licença pra ser o que eu realmente sou. PRETA, NEGRA… “Me chame de neguinha e eu decido se me derreto ou se te processo”.

Muito melindre pra entender que somos isso e muito mais. Como não achar bestial ter que falar sobre isso nos dias atuais? Cor? Raça? Acredito que nem os primatas perdiam tempo blablando sobre. Mas ok. Se é pra falar, vamos falar. E quem não quiser respeitar as diferenças por bem, vai ter que fazer por mal.

Ontem saiu a sentença e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu pela expulsão do Grêmio da Copa do Brasil por conta dos atos racistas de muitos torcedores contra Aranha, o goleiro do Santos. Muito pesado excluir? Claro. Mas é assim que a gente funciona. Tem que ser uma punição EXEMPLAR. Agora o debate está aberto. O que antes era tratado como “coisa de poucos”, agora é oficial. O RACISMO EXISTE. E nem sempre é disfarçado. Muita gente gosta de dizer que ele, O RACISMO, não existe. Mas só que é açoitado sabe a dor que isso causa. Agora é o momento de assumir TUDO. Que o RACISMO existe e que o problema é deles, OS RACISTAS, e não nosso.

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É claro que já fui discriminada, é claro que que já chorei e senti por isso. Mas nunca neguei quem eu sou e o meu valor. Já ouvi vários xingamentos, desde o “nega preta do bozó, não toma banho, só passa pó” à crianças perversas me chamando de mula. Dizer que isso nunca me afetou é bobagem, mas também nunca me paralisou.

O que mais me afetou foi quando há alguns anos atrás estava na Faculdade de Teatro e, como exercício, fiz uma cena num projeto, que acontecia todas as segundas-feiras, aberto ao público. Na cena, eu era uma empregada que, na ausência dos patrões, sofria um assalto e na esperteza fazia o ladrão ser preso. Acontece que um aluno, inconformado por eu fazer uma doméstica, foi pra sala de aula chorando e dizendo ter visto uma cena horrível. A professora, que também era Coordenadora da ONG onde eu trabalhava, convocou uma reunião às pressas no outro dia, juntamente com outras coordenadoras e todos vieram me questionar. Falaram a história do menino e fez um paralelo a do negro, desde a sua chegada no navio negreiro, e depois me perguntaram se eu já tinha sido discriminada alguma vez na vida. Eu disse que “SIM” e quando eles me perguntaram “QUANDO E COMO?” eu disse “NAQUELE MOMENTO”. Falei que não achava indigno fazer uma empregada, que ninguém ali acompanhava minha carreira, que eu não fazia só isso. No final, me disseram que eu era rasa, sem conteúdo e precisava me aprofundar em minhas questões. Oi? Foi ali que eu comecei a perceber que existiam várias formas de escrevidão, de discriminação… Para eles só interessava se eu tivesse “complexo de senzala”. Como não compactuava com aquilo, inventei uma desculpa e saí de lá.

Anos depois, quando entrei numa farmácia para passar uma chuva, vindo da academia, um segurança veio atrás de mim, dizendo que “alguém tinha dito que achava que eu tinha roubado algo”. Detalhe: O dito me seguiu até perto de minha casa e me pediu pra olhar minha bolsa. Depois que ele viu, me pediu desculpas. Fiquei tão passada. Voltei à Farmácia, que é a maior rede de drogarias de Salvador, falei com a gerente, fiz um escândalo e fui dar queixa na polícia. É claro que todo mundo quis que eu esquecesse isso. Mas como esquecer se a ferida estava aberta? “Quem apanha nunca esquece”. Resultado: Entrei na justiça, deram sumiço no tal segurança, alegando que ele nunca existiu e até hoje isso rola na justiça. Se acontecesse hoje, eu faria um escândalo maior e chamaria a atenção de todos. Isso não pode ser esquecido. É muito humilhante, mas é preciso ser inibido.

Na faculdade, eu era muito tímida e durante as aulas eu meio que me escondia. Talvez inconscientemente eu tinha lá meus traumas. Mas quando estava no meu ultimo ano, uma professora me fez recortar materias e observar Gisele Bündchen. Era o momento que a modelo despertava para o mundo, sempre esguia e atrevida. Ela me pediu para usá-la como inspiração. Resultado: Botei um mega hair e, como um estalo, comecei a me impor mais na vida. Momento que a gente entende que existem MESTRES e mestres. Eu nunca vou esquecer essa lição. E sempre que me sinto intimidada, me lembro dessa professora e de Gisele. É, infelizmente, naquela época, eu não tinha ícones negros de renome para me espelhar. Então, fui de Gisele mesmo. E foi massa !!!

Essa nova geração está chegando com um bom movimento. A sociedade já não está mais tolerante com a discriminação. Muita gente racista, mas também muita gente no combate. Essa semana muitas coisas aconteceram. A torcida do grêmio xingando Aranha de MACACO; a menina negra que foi execrada no instagra por ter colocado uma foto com o namorado branco; o rapaz confundido com um ladrão no Salvador Shopping, a jornalista que precisou prender o cabelo com uma borracha de dinheiro para tirar a foto do passaporte, porque o “sistema” não aceitou… É muita coisa, é muita maluquice.

Eu realmente tenho muito orgulho de mim. Admiro meus antepassados, tenho enorme afeição pelo candomblé e os seus ritos, adoro meus cabelos, sou uma divulgadora eterna dos torsos na cabeça, os bicos na cara e não admito que me desrespeitem.

EU SOU PRETA, sim. E não vou usar maquiagem pra que ninguém me aceite. Simples assim.