Tag: Lázaro Ramos

Vamos de MARATONA?

Categoria(s): | Publicado em: 25 de abril de 2017

Minha gente, tudo bom?

Eu estou bem, mas BEM abafada! Em fase de mudança de casa. Tudo revirado, nada no lugar, nem a cabeça. kkkk Mas ok. Simbora, porque é uma mudança positiva !!!

Paralelo a isso temos a nossa MARATONA. A #MaratonadaPaty. Eu inventei, eu vou dar conta. Né nom?

Já tem três vídeos na fila. Quer ver?

Logo, logo teremos sorteios de brindes. Fique ligado! Essa maratona promete, viu? #VRRAAAAAAA

 

         

         

         


REPRESENTATIVIDADE : PAQUITA PRETA?

Categoria(s): | Publicado em: 20 de julho de 2016

“QUEM NUNCA QUIS SER PAQUITA?”

Essa é a frase que mais a gente ouve quando lembra das meninas vestidas de soldadinhos, que trabalhavam com a apresentadora Xuxa Meneghel, em seus programas, nas décadas de 80 e 90. Pois é. A de cá também teve esse sonho básico. Ridículo? Claro! Cafona? Também. Mas tive, sim. A de cá desejou, inclusive, ter nascido loira, só pela chance de ter vivido naquele mundo. Acontece que a de cá também nasceu com a paleta calibrada, os cabelos crespos e numa realidade completamente distante disso. Porém, nada disso, felizmente, me fez uma criança triste. Pelo contrário. Só me transformou numa adulta que cuida para que as crianças negras de agora cresçam com outras referências. As suas referências. Com pessoas que as representem e a façam se orgulhar de si mesmas.

PAQUITAS... Todas juntas!

o  PAQUITAS… Todas juntas! Loiras, loiras e mais loiras

Ontem, encontrei o vídeo Cores e Botas, sobre Joana, uma menina que sonhava ser Paquita. Um belo filme, que retrata bem o que tantas passaram e ainda passam, quando não se veem e querem se inserir num mundo que também não as enxergam.

 

Cores e Botas (Colors & Boots) from Preta Portê Filmes on Vimeo.

Na minha época, negros na TV, não passavam da cozinha ou pertenciam ao folclore brasileiro. Eram Tia Anastácia, Tio Barnabé e o Saci do Sítio do Pica Pau Amarelo, os escravos de A Escrava Isaura e poucos outros no mesmo seguimento. Apresentadoras infantis? A maioria era loira. A única morena era Mara Maravilha. Mas a “cachaça” de todo mundo mesmo era Xuxa. Ela, sim, povoava o imaginário infantil. Com suas frases de efeito, canções, nave espacial, botas, xuquinhas, especiais de fim de ano e um séquito que nos fazia acreditar que aquele era o mundo perfeito. Todo mundo queria pertencer aquele sonho, fazer parte daquilo tudo.

As meninas “sortudas” que trabalhava com ela, eram todas loiras. E, quando entravam morenas, em pouco tempo, tornavam-se loiras também. Negras?! Nunca vi. Soube até de uma que participou de um programa fora do Brasil, mas nunca foi devidamente oficializada.

Todas as gerações... As que não eram loiras naturais, ficavam

Todas as gerações… As que não eram loiras naturais, ficavam

Eu preferia ficar ali, fantasiando, colocando toalha na cabeça, fingindo ser meu cabelo, comprando botas, discos e brincando de copiar as coreografias, colecionando fotos, reportagens, indo a shows, querendo estar próxima, mesmo sem estar. Eu até ganhei 6 meses de assinatura da revista em quadrinhos da Xuxa, por ter desenhando vários modelos para ela, num concurso promovido pelas editoras Globo. Na verdade, ganhei uma raquete e me mandaram a assinatura. O bom é que nunca parei de viver, nem me achei um lixo por isso. O babado era que as minhas referências eram loiras, os meus exemplos tinham os olhos claros, os cabelos lisos, a pela clara… Eu queria ser, queria ter, mas nunca me revoltei com o que eu era. Não que o meu fosse inferior, era aquele que me era vendido como O PERFEITO. E quem não quer “a perfeição”?

Venderam discos, fizeram comerciais...

Venderam discos, fizeram comerciais…

Se engana quem pensa que vim aqui falar que tenho raiva de tudo isso. Pelo contrário. Guardo como lição. E, como já anunciei, faço questão de tentar construir um mundo com mais referências para as crianças negras que estão chegando. Quero que elas encontrem a representatividade que eu não tive. Que se vejam, que se enxerguem, que se orgulhem. Que não precisem mudar para se adaptar. Que tenham orgulho do seu crespo, de suas tranças, de seu tom de pele, da cor dos seus olhos… Que sejam o que são, com dignidade e propriedade. Eu sou quem eu sou, porque, felizmente, tive pais empoderados que, apesar de terem me apresentado ao mundo numa época em que os meus não eram tão meus, em que as referências eram distantes das minhas, nunca permitiram que eu deixasse de me orgulhar de mim. Me criaram para me achar. E eu me achei. Apesar da demora. Tive que entrar na Faculdade, tive que estar em contato com muitas Patrícias, para finalmente me encontrar. Acho que até hoje estou me encontrando. Mas já sei quem sou. Tenho orgulho da minha paleta e não gostaria de ter vindo a esta vida de nenhum jeito que não fosse o meu.

Esse empoderamento é um processo árduo. Hoje, existem outras “Xuxas”, outras fórmulas que querem afirmar que não pertencemos a este mundo, embora estejamos nele. Hoje podemos ver mais negros na TV, no cinema, na vida, porque fomos nos impondo, nos colocando, fazendo “na tora” com que nos enxergassem. Agora “quem é que quer ser Paquita?”. Em 2016 nós queremos e precisamos mais é ser nós mesmos. A gente não precisa pintar nossa pele, nosso cabelo, nem se esconder atrás de sonho de ninguém, nem não pouco acreditar em frases feitas e hipócritas. TUDO PODE SER MESMO, mas NÃO PRECISAMOS de ninguém de xuquinha pra nos avisar. A gente sabe. A gente quer. A gente precisa É SER quem a gente É. E a gente vai. Sem favor.

Super pronta !!!

PRONTA !!!

Hoje temos Taís Araújo, Lazaro Ramos, Sabrina de Paiva (Miss São Paulo), Cris Vianna, Sheron Menezes, Érica Janusa, Érico Brás, Luiz Miranda, Fabrício Boliveira, Barack e Michelle Obama, Rihanna, Beyoncé, as blogueiras Tati Sacramento, Gabi Oliveira, Aline Custódio… E, graças a Deus, tantos outros dispostos e aptos para darem um up nessa nova realidade. Somos muitos. Os desafios são muitos também. Mas nós estamos, nós sabemos, nós queremos e não aceitamos mais que nos coloquem num lugar que não seja o nosso. Não que ser empregado seja indigno, não que a escravidão não tenha feito parte de nossa história, mas nós já estamos em todos os lugares. Mesmo que muitos ainda lutem para que não. Nós estamos. E não vamos mais voltar.

Muitos pretos, todos pretos, atores, cantores, modelos, miss, escritores, presidentes, advogados, bloggers, humoristas… Em todos canto !!!! #Vraaaaa PORQUE REPRESENTATIVIDADE IMPORTA, PORQUE REPRESENTATIVIDADE É ISSO. E tem mais, muito mais !!! Venha de lá !!!

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MISTER BRAU – REPRESENTATIVIDADE !!!

Categoria(s): | Publicado em: 23 de outubro de 2015

Oi, gente !!! Tudo bom?

 

Alguns temas sempre serão polêmicos, independente de vontades. Acabei de assistir alguns capítulos de MISTER BRAU, novo programa da Rede Globo, protagonizado por Lázaro Ramos e Taís Araújo.

Eu fiz um vídeo e gostaria muito de compartilhar minhas impressões com vocês. Que tal dar um CLIQUE?

Não esquece de CURTIR, COMPARTILHAR e COMENTAR, se gostar do vídeo e SE INSCREVER no canal.

Vumbora? Muuuuuuuitos abadás !!! 😉

 

               


Ainda sobre sexo, as negas e outras coisitas…

Categoria(s): | Publicado em: 20 de setembro de 2014

Olá, gatíssimos !!!

Essa semana foi coisa, né? Finalmente “Sexo e as Negas”, o seriado polêmico de Miguel Malabella estreou. Como já falei, não sou muito fã dele. E confesso que só assisti ao primeiro capítulo pelo alarde. Não perco meu sono por quase nada nessa vida. Referências? Me desculpem, mas não é na TV que as busco, apesar de me identificar com algumas coisas. Mas se for pra ter referências, temos algumas, sim. Então, por que não falar das boas? Tivemos a belíssima novela “Lado a Lado”, temos brilhando na TV os atores Lázaro Ramos, Taís Araujo, Milton Gonçalves, Camila Pitanga, Ailton Graça, Fabrício Boliveira, Zezé Mota, Sheron Menezes, no telejornal Gloria Maria, Heraldo Pereira… E quero ver isso ver isso crescer, cada vez mais.

Quanto à versão daqui de “Sex And The City” (história das quatro mulheres novaiorquinas que chegou em minha vida num momento muito delicado de desapego e que foi providencial), gostei das musicas (liiiiiiiiiiindas), das atrizes (boas e liiiiiindas)… Mas do seriado em si, ok, eu deixaria passar. Se não fosse tanto barulho seria mais um, como “Pé na cova” e tantos outros sem sal e sem açúcar que ele costuma fazer. E ele sempre fez folclore das coisas, gente. Deem uma googlada e comprovem. Mas foi tanto alarde, que audiência pipocou, de certo.

Não, eu não sou da turma que defende o seriado. Apenas não super valorizo. E que também queria ver antes de declarar qualquer coisa. Fico assustada com a hoje “volta da ditadura disfarçada de questionamentos”. As pessoas não querem mais discutir, ponderar, conversar,  “conhecer antes de…”. A moda agora é ofender, é brigar, é ameaçar. E se você não concordar com ela, passar a fazer parte da facção “estúpida”. Vi muita gente compartilhando com o texto “Olha o que o estupido fez ou falou”. Desculpe, mas se sentir ofendido não lhe dá o direito de ofender. E é exatamente que fazem com quem não vota no candidato da preferência, no time do coração, não detesta a Globo e blá, blá, blá. Na boa, “tá tudo fora da ordem”.

Sim, eu sou da turma que não odeia a Globo, mas que também não a considera a coisa mais importante do mundo. Esse endeusamento é que é um dos maiores problemas. Dizem que não gostam, mas não vivem sem. Acho que dão muita importância a algo que não tem o papel de educar. Poderia também. Mas ninguém se iluda. A TV está aí para lucrar e entreter. Até teria outro papel, em outro mundo, onde as pessoas se ouvissem e gostassem de consumir a verdade e o que é educativo. Querem prova? Dou várias. Quantas vezes você acordou cedo pra assistir ao “Globo Ecologia”? E “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”? Seu filho conhece o “Palavra Encantada”? Você sabe qual é a principal atividade econômica do Acre? Qual é o nome que se dá ao encontro do mar com o Rio Amazonas? Quais são os principais programas infantis da TV Educadora? Inclusive é a TV Educadora, empresa paga também por nós que, portanto, nos deve  “satisfação” e “obediência”. As outras são particulares, podem fazer o que quiser. É claro que dentro da lei. Se nos sentimos ofendidos, temos muitos diretos, inclusive, um processo… Mas sem essa de querer moralizar… A luta é pela igualdade, não pelos “bons costumes”, sacou?

A gente precisa é aprender a desligar a TV, quando não for o que a gente quiser ver e/ou ouvir. É comprar livros, conversar com os vizinhos, tomar um chá com bolo com os amigos, comprar DVD pra assistir  e, quando quiser, ligar a TV novamente. E conversar sobre. Se Sexo e As Negas não nos representa, por que não dialogar a respeito, ao invés de combater o incombatível, e dar forças para quem não tem?

A luta do negro pelo respeito é antiga e legítima. Não vamos enfraquecer essa busca, que existe antes mesmo da gente sonhar em nascer.  Falamos tanto em Mandela, tanto em Martin Luther King, bravos guerreiros, que lutaram pela IGUALDADE (sem violência) e agimos como os temidos barões do cacau: “Não gosto, não sei quem é, não me interessa, acaba, não vai existir”. Menos, bem menos.

Confesso também que, por outro lado, estou adorando o debate, ver gente se posicionando, mostrando não engolir toda e qualquer coisa. Nada ali tem que nos representar. Alguém vai assistir o novo seriado de Glória Peres, sobre o psicopata buscando referência? Não, né? Vamos conversar, vamos debater, refletir… Mas censurar? Ai, que preguiça.

É lógico que todo racista precisa ser punido. Por isso, vamos tomar cuidado com esse termo, pra não enfraquecer uma causa que é justa. Fico pra morrer quando ouço “alguém dizer que agora tudo é racismo”. Não, nem tudo é racismo. Mas é. Fiquemos ligados, mas tomemos cuidado pra de vítima, não virarmos réus. É só do que eles precisam. Nos enfraquecer, nos fragilizar, nos desmoralizar. Tem muita gente por aí se fazendo de bonzinho, principalmente em época de eleições, querendo “trocar votos por dentadura”.

Vumbora? Mas leve, porque tem muita coisa querendo atrasar nosso lado. Sigamos pra frente.

Respeito é bom e todo mundo gosta. Foto tirada da internet (http://klaucio7.blogspot.com.br/2013_11_01_archive.html)

Respeito é bom e todo mundo gosta.
Foto tirada da internet (http://klaucio7.blogspot.com.br/2013_11_01_archive.html)

Beijo

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