CADA UM TEM A PATRÍCIA QUE MERECE!

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29 de janeiro de 2017

E ESSE TAL DE ORGASMO?

Ooooooi, minha gente !!!

O que tem de mulheres que nunca sentiram orgasmo na vida é surpreendente. Muitas vezes, com medo de ser vista como defeituosa, frígida ou até mesmo por nem saber como isso é, muitas se calam.

Sem falar nessa sociedade, altamente, machista onde o prazer masculino é normal e o feminino é visto como pecado. Como se fosse só um pedaço de carne, sem sentimentos, a serviço dos “machos”.

O prazer foi feito para o homem e para mulher. E sentir é, sim, uma necessidade. Orgasmo é vida!

Vamos conversar sobre isso? Acabei de ler ESSE TAL DE ORGASMO, de Mara Altman e estou cheia de prosa. Vem ver !!!

 

           

esse tal de orgasmo

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13 de janeiro de 2017

MELHORES ERÓTICOS DE 2016

Foi difícil porque li muuuuuuuuitos livros em 2016, mas consegui fazer uma lista dos 6 que achei OS MELHORES.

Eis eles aqui !!! <3

         

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27 de novembro de 2016

Cadê a TIMBALADA? Acabou?

Era uma vez a TIMBALADA, a de 91, a do Candeal, do Guetho, do barro, do menino sonhador, do som diferente, que mexe com toda gente. Do afro, da trança, do lace, do dread, do black… A de Augusto Conceição, de Patricia Gomes, Alexandre Guedes, Xexeu, Ninha, Denny, de Pintado do Bongô e Fialuna, a do PRETO protagonista. A do corpo pintado, da negritude, da representatividade e do axé.

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Essência boa que não volta mais !!!

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Mas será que acabou? De certo virou mais uma. Como tantas outras. Apenas troca e venda de mercadoria. Virou a do “Ensaio” caro pra gringo ver e a que faz do palco permuta com programa de televisão. E “diz que” inovou. Inovar agora mudou de nome: É clarear. Sem foco, sem identidade e sem raiz.

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Se é legítimo? Talvez. Mas uma pergunta é certa: “Ô timbaleiro, cadê o timbal?” Cadê a Timbalada? Aquela de mim, de você, da tribo, da gente que se vê, que se conhece mesmo sem se conhecer, da gente que canta e dança junto mesmo sem saber o nome. Irmãos na raça, na dor, no amor e sem medo de ser quem é. 🌀🌀🌀 @bandatimbalada

Olha o texto da assessoria e a cara da nova banda:

Cheiro de Amor? Babado Novo? Banda Eva? NÃO. É a cara da NOVA TIMBALADA.

Cheiro de Amor? Babado Novo? Banda Eva? NÃO. É a cara da NOVA TIMBALADA.

“Verão Timbaleiro – Com 25 anos de história a Timbalada se renova a cada ano, sempre com novas músicas e performances. Este ano, atendendo a evolução do mercado sem perder a sua essência, contará com a nova vocalista para agregar, fortalecer e enriquecer ainda mais sua musicalidade”.

Que essência, Timbalada? Representatividade mandou lembranças. Você recebeu? Nem eu. 🙁

O novo é sempre bem vindo, mas sem que se perca o principal. E esse principal acabou. A nova aquisição foi só a pá de cal. Boa sorte!

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#Timbalada #CadêoTimbal #QueMorteHorrível #RipTimbalada#RepresentatividadeMandouLembranças #VerãoTimbalada#TimbaladaBranqueou #Timbaleira

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18 de outubro de 2016

A Rainha do Katwe

Lupita Nyong’o (ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por “12 anos de escravidão”) é uma das estrelas do filme “Rainha do Katwe”, filme da Disney, baseado na história real de Phiona Mutesi, hoje com 20 anos, uma menina pobre de Uganda, que se torna campeã em jogo de Xadrez.

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Phiona, que na vida real tem 20 anos, é uma menina criada pela mãe em Katwe, um bairro pobre da capital ugandense, Kampala, que, por falta de dinheiro, se vê obrigada a largar a educação formal. Mas isso não a impede de querer mais e traçar como objetivo se tornar uma das melhores jogadoras de Xadrez do mundo.

O filme é vibrante. Com uma direção de arte primorosa e detalhista, fotografia impressionante (real, real, real!), interpretações impecáveis (além da da diva Lupita como Harriet, mãe da protagonista, nós temos no elenco também a estreante Madina Nalvanga no papel principal e David Oyelowo – indicado ao Globo de Ouro, como o treinador de Phiona). O roteiro maravilhoso é de William Wheeler e a direção de Mira Nair. E a trilha, gente? Meu Deus! Uma trilha a La Disney! Uau.

Fico de cá imaginando a pessoa que, até então não tinha perspectiva de vida, sem oportunidades, se deparar com um esporte tão seletivo, fazer dele sua profissão e focar em ser a melhor.

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Como artista, é o tipo do filme que dá vontade de estar, de fazer parte. E como negra, me senti honrada. É muito bom quando a gente se vê. E desde sempre, nós negros, nos acostumamos a não ter referências e nem ser referência. Só o fato de ser uma história sobre nós, com respeito, superação, positividade e sem fugir da verdade, interpretado por quem nos representa, já é mais do que motivo para celebrar. Principalmente, em tempos sombrios de “escolas de princesas”, que “ensina” que lugar de mulher é onde o homem quiser, ver uma menina negra empoderar-se, tornando-se rainha de si, graças a um talento positivamente abordado, é pra gente ficar otimista e renovar a esperança.

Lupita é uma das estrelas do filme.

Lupita é uma das estrelas do filme.

E eu celebro mesmo. Celebro, aplaudo e compartilho. Ponto Walt Disney. Que venha mais!

O filme, que estreou aqui nos Estados Unidos em Setembro e vai estrear no Brasil em 24 de Novembro. Aprecie e muito !!!

Quer ver o trailer?

         

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Elenco confraternizando em Premiere.

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8 de setembro de 2016

POR QUE EU LEIO?

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A gente sempre fala que ler é viajar. E é mesmo. Mas muito mais do que viajar, ler um bom livro também me completa. Não que uma viagem também não me complete. Pelo contrário, viajar é uma das melhores coisas da vida. E se a gente levar um livro, então…

Porém, livro, além de me permitir embarcar numa viagem, permite repensar minha vida, meus valores, minha visão de mundo… Todo livro, independente do gênero, nos deixa uma grande lição. Porque TODA história assim é. UMA LIÇÃO. Eu, por exemplo, sempre que saio de casa, observo as pessoas como se fossem personagens de livros. Imagino sua voz,  seus amores, dessabores, o que come, o que pensa, onde estuda ou estudou, a profissão, o perfume… Cada pessoa é um livro. Ou muitos deles. E como todo livro tem os bons e os não tão bons, além daqueles considerados péssimos. Tudo depende das relações e da visão de cada um e seus acordos. Compliquei, né? Assunto para outro dia.

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Por isso mesmo, sempre que leio inevitavelmente tento enxergar esses “personagens” nas ruas. Uma vez li um romance que se ambientava em Waikiki, bairro de Honolulu, onde moro. Depois disso, Waikiki nunca mais foi a mesma. Não consegui andar pelo bairro sem pensar neles. Pensei no quanto a autora teve que pesquisar para ser o mais próxima da realidade. Será que ela esteve aqui? Era tudo tão real. Dia desses, uma amiga autora estava escrevendo e precisou de uma referência de Barcelona, na Espanha. Então ela foi ao google e pensou até no restaurante, a hora que abre, fecha, a vista… Muito bom ver essa criação tão de perto.

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Waikiki – Foto: www.expedia.com/Waikiki.d6048741.Destination-Travel-Guides

Também pensei na lição que cada personagem passa, com sua história e seus desafios. Nesse livro em Waikiki, por exemplo, percebi que não sei muito sobre Hawaii. Só o básico. Como estou há quase 2 anos aqui, o básico já não me satisfaz. O básico, inclusive, ultimamente anda me atormentando. Minha família, por exemplo, qual é a sua história? Quem realmente foi meu bisavô, minha bisavó, meus avós, meu pai… O pouco que sei foi minha mãe que me contou e quando ela se foi, levou com ela esse precioso baú.

É por isso também que cada dia entendo mais o dito que diz que todos nós precisamos escrever um livro. Sem eles, como sonhar, hein? Estou agora nessa cachaça. Toma comigo? Vou viajar. Vem comigo?

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