CADA UM TEM A PATRÍCIA QUE MERECE!

CADA UM TEM A PATRÍCIA QUE MERECE!

8 de setembro de 2016

POR QUE EU LEIO?

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A gente sempre fala que ler é viajar. E é mesmo. Mas muito mais do que viajar, ler um bom livro também me completa. Não que uma viagem também não me complete. Pelo contrário, viajar é uma das melhores coisas da vida. E se a gente levar um livro, então…

Porém, livro, além de me permitir embarcar numa viagem, permite repensar minha vida, meus valores, minha visão de mundo… Todo livro, independente do gênero, nos deixa uma grande lição. Porque TODA história assim é. UMA LIÇÃO. Eu, por exemplo, sempre que saio de casa, observo as pessoas como se fossem personagens de livros. Imagino sua voz,  seus amores, dessabores, o que come, o que pensa, onde estuda ou estudou, a profissão, o perfume… Cada pessoa é um livro. Ou muitos deles. E como todo livro tem os bons e os não tão bons, além daqueles considerados péssimos. Tudo depende das relações e da visão de cada um e seus acordos. Compliquei, né? Assunto para outro dia.

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Por isso mesmo, sempre que leio inevitavelmente tento enxergar esses “personagens” nas ruas. Uma vez li um romance que se ambientava em Waikiki, bairro de Honolulu, onde moro. Depois disso, Waikiki nunca mais foi a mesma. Não consegui andar pelo bairro sem pensar neles. Pensei no quanto a autora teve que pesquisar para ser o mais próxima da realidade. Será que ela esteve aqui? Era tudo tão real. Dia desses, uma amiga autora estava escrevendo e precisou de uma referência de Barcelona, na Espanha. Então ela foi ao google e pensou até no restaurante, a hora que abre, fecha, a vista… Muito bom ver essa criação tão de perto.

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Waikiki – Foto: www.expedia.com/Waikiki.d6048741.Destination-Travel-Guides

Também pensei na lição que cada personagem passa, com sua história e seus desafios. Nesse livro em Waikiki, por exemplo, percebi que não sei muito sobre Hawaii. Só o básico. Como estou há quase 2 anos aqui, o básico já não me satisfaz. O básico, inclusive, ultimamente anda me atormentando. Minha família, por exemplo, qual é a sua história? Quem realmente foi meu bisavô, minha bisavó, meus avós, meu pai… O pouco que sei foi minha mãe que me contou e quando ela se foi, levou com ela esse precioso baú.

É por isso também que cada dia entendo mais o dito que diz que todos nós precisamos escrever um livro. Sem eles, como sonhar, hein? Estou agora nessa cachaça. Toma comigo? Vou viajar. Vem comigo?

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29 de agosto de 2016

VOCÊ PRATICA O QUE VOCÊ POSTA?

E aí, minha gente, VOCÊ PRATICA O QUE VOCÊ POSTA?

A pergunta é profunda, básica e necessária. Na era da internet, a gente posta de mais, né? A pergunta é: E faz o que posta?

Vamos ver o vídeo? BASTA CLICAR !!!

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28 de agosto de 2016

É ISSO.

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

Charles Chaplin

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14 de agosto de 2016

Simone Biles | #REPRESENTATIVIDADE

E Simone , da ginástica? História de vida forte, de superação, de garra, de vontade de dar certo. E deu. Já é. A MELHOR !!! Queria ser amiga dela. Comprar maquiagem (amando aquele brilho) com ela, ir à “Borracharia” (boate), aprender umas piruetas (ela voa), dar um giro na Disney (inclusive)… Uma pessoa que dá aquelas modalidades de saltos (no esporte e na vida) é pra ter por perto, gente. Saber da vida, preparar uma caipirinha, um açaí e dizer: Good job !!! Vem cá, Simone. Dê cá um abraço!‪#‎Representatividade‬ ‪#‎PoderDaPreta‬😜

 

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20 de julho de 2016

REPRESENTATIVIDADE : PAQUITA PRETA?

“QUEM NUNCA QUIS SER PAQUITA?”

Essa é a frase que mais a gente ouve quando lembra das meninas vestidas de soldadinhos, que trabalhavam com a apresentadora Xuxa Meneghel, em seus programas, nas décadas de 80 e 90. Pois é. A de cá também teve esse sonho básico. Ridículo? Claro! Cafona? Também. Mas tive, sim. A de cá desejou, inclusive, ter nascido loira, só pela chance de ter vivido naquele mundo. Acontece que a de cá também nasceu com a paleta calibrada, os cabelos crespos e numa realidade completamente distante disso. Porém, nada disso, felizmente, me fez uma criança triste. Pelo contrário. Só me transformou numa adulta que cuida para que as crianças negras de agora cresçam com outras referências. As suas referências. Com pessoas que as representem e a façam se orgulhar de si mesmas.

PAQUITAS... Todas juntas!

o  PAQUITAS… Todas juntas! Loiras, loiras e mais loiras

Ontem, encontrei o vídeo Cores e Botas, sobre Joana, uma menina que sonhava ser Paquita. Um belo filme, que retrata bem o que tantas passaram e ainda passam, quando não se veem e querem se inserir num mundo que também não as enxergam.

 

Cores e Botas (Colors & Boots) from Preta Portê Filmes on Vimeo.

Na minha época, negros na TV, não passavam da cozinha ou pertenciam ao folclore brasileiro. Eram Tia Anastácia, Tio Barnabé e o Saci do Sítio do Pica Pau Amarelo, os escravos de A Escrava Isaura e poucos outros no mesmo seguimento. Apresentadoras infantis? A maioria era loira. A única morena era Mara Maravilha. Mas a “cachaça” de todo mundo mesmo era Xuxa. Ela, sim, povoava o imaginário infantil. Com suas frases de efeito, canções, nave espacial, botas, xuquinhas, especiais de fim de ano e um séquito que nos fazia acreditar que aquele era o mundo perfeito. Todo mundo queria pertencer aquele sonho, fazer parte daquilo tudo.

As meninas “sortudas” que trabalhava com ela, eram todas loiras. E, quando entravam morenas, em pouco tempo, tornavam-se loiras também. Negras?! Nunca vi. Soube até de uma que participou de um programa fora do Brasil, mas nunca foi devidamente oficializada.

Todas as gerações... As que não eram loiras naturais, ficavam

Todas as gerações… As que não eram loiras naturais, ficavam

Eu preferia ficar ali, fantasiando, colocando toalha na cabeça, fingindo ser meu cabelo, comprando botas, discos e brincando de copiar as coreografias, colecionando fotos, reportagens, indo a shows, querendo estar próxima, mesmo sem estar. Eu até ganhei 6 meses de assinatura da revista em quadrinhos da Xuxa, por ter desenhando vários modelos para ela, num concurso promovido pelas editoras Globo. Na verdade, ganhei uma raquete e me mandaram a assinatura. O bom é que nunca parei de viver, nem me achei um lixo por isso. O babado era que as minhas referências eram loiras, os meus exemplos tinham os olhos claros, os cabelos lisos, a pela clara… Eu queria ser, queria ter, mas nunca me revoltei com o que eu era. Não que o meu fosse inferior, era aquele que me era vendido como O PERFEITO. E quem não quer “a perfeição”?

Venderam discos, fizeram comerciais...

Venderam discos, fizeram comerciais…

Se engana quem pensa que vim aqui falar que tenho raiva de tudo isso. Pelo contrário. Guardo como lição. E, como já anunciei, faço questão de tentar construir um mundo com mais referências para as crianças negras que estão chegando. Quero que elas encontrem a representatividade que eu não tive. Que se vejam, que se enxerguem, que se orgulhem. Que não precisem mudar para se adaptar. Que tenham orgulho do seu crespo, de suas tranças, de seu tom de pele, da cor dos seus olhos… Que sejam o que são, com dignidade e propriedade. Eu sou quem eu sou, porque, felizmente, tive pais empoderados que, apesar de terem me apresentado ao mundo numa época em que os meus não eram tão meus, em que as referências eram distantes das minhas, nunca permitiram que eu deixasse de me orgulhar de mim. Me criaram para me achar. E eu me achei. Apesar da demora. Tive que entrar na Faculdade, tive que estar em contato com muitas Patrícias, para finalmente me encontrar. Acho que até hoje estou me encontrando. Mas já sei quem sou. Tenho orgulho da minha paleta e não gostaria de ter vindo a esta vida de nenhum jeito que não fosse o meu.

Esse empoderamento é um processo árduo. Hoje, existem outras “Xuxas”, outras fórmulas que querem afirmar que não pertencemos a este mundo, embora estejamos nele. Hoje podemos ver mais negros na TV, no cinema, na vida, porque fomos nos impondo, nos colocando, fazendo “na tora” com que nos enxergassem. Agora “quem é que quer ser Paquita?”. Em 2016 nós queremos e precisamos mais é ser nós mesmos. A gente não precisa pintar nossa pele, nosso cabelo, nem se esconder atrás de sonho de ninguém, nem não pouco acreditar em frases feitas e hipócritas. TUDO PODE SER MESMO, mas NÃO PRECISAMOS de ninguém de xuquinha pra nos avisar. A gente sabe. A gente quer. A gente precisa É SER quem a gente É. E a gente vai. Sem favor.

Super pronta !!!

PRONTA !!!

Hoje temos Taís Araújo, Lazaro Ramos, Sabrina de Paiva (Miss São Paulo), Cris Vianna, Sheron Menezes, Érica Janusa, Érico Brás, Luiz Miranda, Fabrício Boliveira, Barack e Michelle Obama, Rihanna, Beyoncé, as blogueiras Tati Sacramento, Gabi Oliveira, Aline Custódio… E, graças a Deus, tantos outros dispostos e aptos para darem um up nessa nova realidade. Somos muitos. Os desafios são muitos também. Mas nós estamos, nós sabemos, nós queremos e não aceitamos mais que nos coloquem num lugar que não seja o nosso. Não que ser empregado seja indigno, não que a escravidão não tenha feito parte de nossa história, mas nós já estamos em todos os lugares. Mesmo que muitos ainda lutem para que não. Nós estamos. E não vamos mais voltar.

Muitos pretos, todos pretos, atores, cantores, modelos, miss, escritores, presidentes, advogados, bloggers, humoristas… Em todos canto !!!! #Vraaaaa PORQUE REPRESENTATIVIDADE IMPORTA, PORQUE REPRESENTATIVIDADE É ISSO. E tem mais, muito mais !!! Venha de lá !!!

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